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Falando de Gratidão

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Por Ana Meira

Cresci ouvindo histórias. Muitas delas contadas pelo meu pai mas, a grande maioria sem dúvida, foram contadas pela minha mãe. A diferença das histórias contadas pelos dois, é que as histórias do meu pai eram para rir e as contadas pela minha mãe, a grande maioria delas, eram para ensinar.

Não sei se minha mãe conhecia o poder que as histórias exercem em nossa mente ou se ela o fazia apenas de forma intuitiva. Apenas fazendo um parêntese, as histórias normalmente acionam o Hemisfério Cerebral Direito do nosso cérebro que é o nosso lado intuitivo, criativo, lúdico e é o hemisfério mais emocional.

Após ler esse trecho, você deve estar pensando, e o que isso tem a ver com aprendizagem? A resposta é: tudo. Aprendemos mais e melhor, quando as nossas emoções são acionadas.

Mas se você ainda ficou em dúvida, faça o teste com você mesmo: resgate algumas lembranças em sua mente e perceba que as lembranças mais nítidas têm como pano de fundo alguma emoção envolvida. Não é verdade?

Storytelling, este é o nome técnico, a propósito, bem bonito, da arte de contar histórias. Este é um recurso tão poderoso, que a grande parte dos melhores palestrantes e treinadores que eu e você conhecemos, utilizam para reter a atenção dos ouvintes.

Dito isso, vamos voltar à minha mãe. Ela tinha histórias para tudo, mas a sua especialidade eram as histórias motivacionais e de superação. Sempre resgatava da manga alguma que pudesse redobrar o nosso ânimo e motivação.

Quando enfrentávamos uma situação desafiadora ela contava uma história de alguém que havia passado por situação semelhante, normalmente uma figura real e admirada por nós. E qual era o resultado? Ao final da história sentíamos que o nosso problema era ínfimo em relação ao apresentado e nos recobríamos de força para enfrenta-lo.

Se você já teve oportunidade de ler alguma outra publicação minha, já deve estar careca de saber que nasci no interior de Minas em uma Cidade chamada Virginópolis e que sofri muito bully por isso, certo? Todo mundo que nasceu em Virginópolis, especialmente as meninas, já ouviu alguma piadinha a respeito. Por que estou relembrando esse episódio? É para mencionar que minha mãe nos preparou com as suas histórias, por alguns longos anos para enfrentarmos uma grande Metrópole.

Em suas histórias ela falava das dificuldades, dos perigos, dos cuidados e que se tivéssemos e FOCO, conseguiríamos FORÇAS para alcançarmos os nossos objetivos.

As histórias de minha mãe, tiveram para mim e para os meus irmãos um efeito de pré-anestésico nos impedindo que percebêssemos algumas dificuldades enfrentadas ao longo de nossa trajetória para chegarmos onde chegamos.

Sempre que olho para trás e revejo a minha história, pergunto-me: De onde veio tanta força? Como não percebia as dificuldades? Como foi possível?

E a resposta que encontro é: minha mãe nos preparou para enxergarmos o objetivo final, por isso, não enxergamos as pedras no caminho. E olha que não foram poucas!

Depois de ter feito algumas formações em Coaching, posso afirmar que a minha mãe foi e sempre será a minha maior Coach de Vida.

Como não ser grata a uma pessoa assim?

Mãe, obrigada pela preparação! Serei eternamente grata a você!

E você a quem é grato? Essa pessoa já sabe disso? Se não, não perca a tempo! Essa época do ano é muito propícia para isso.

Desejo a você um Feliz Ano Novo e que você possa demonstrar gratidão para todos que foram importantes pra você.

Grande abraço,

Ana Meira

3 respostas para “Falando de Gratidão

  1. Maria Reis …. mulher fantástica, ser humano maravilhoso, de uma sensibilidade ímpar (as estórias e histórias que te trazem doces recordações, é uma prova do quantot ela sempre foi sensível)
    Sem falar no Euler …… também muito querido! (tempos que não os vejo).
    Vou combinar com mamãe e nossa vizinha Lúcia(Biata) para fazermos uma visita a seus pais.

    Abraço para você Ana!!

  2. Bela história! Sempre muito bom tomarmos consciência de onde vem nossa força… quando mais precisamos. Agora falando em história, faltou contar porque Virginópolis se chama Virginópolis? Porque as moças de lá… Brincadeirinha… Mas pode contar o porquê do nome.

  3. Parabéns, Ana, pelo reconhecimento que tem por tudo que a sua mãe fez e faz por vocês.
    Muitos filhos só reconhecem o valor dos pais depois que vão para eternidade.
    Com certeza ela vai ficar muito feliz ao ler esse texto.
    Acredito que todos os irmãos seus gostariam de endossar as suas palavras.

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