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Confiar na sua intuição? Segundo economista Quando comportamental, só depois de identificar estes 3 fatores

Por Suria Barbosa

Autor do livro “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar”, o economista comportamental Daniel Kahneman explica os três fatores a identificar antes de confiar na intuição na hora de tomar decisões.

Como saber se a sua intuição é mesmo confiável? Para o economista comportamental Daniel Kahneman, na maior parte dos casos, ela não é. Ele tocou no assunto no evento World Business Forum, em Nova York, a partir do tópico “usar a intuição para investir”, mistura que, segundo o especialista, não costuma dar bons frutos.

“A intuição é definida como saber sem saber como você sabe”, explicou ele. “Essa é a definição errada. Porque por ela, você não pode ter a intuição errada. Pressupõe que nós sabemos, e há realmente um preconceito em favor da intuição. Nós gostamos que as intuições estejam certas.”

De acordo com o ThinkAdvisor, que reportou as principais falas de Kahneman – autor de “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar” – em artigo, uma melhor definição seria: “a intuição é pensar que você sabe sem saber por que você sabe.”

Na maioria das vezes, segundo ele, a intuição está errada. Em algumas ocasiões bem específicas, no entanto, ela está correta. É o caso dos casados e jogadores de xadrez. “As intenções dos jogadores de xadrez quando olham para o tabuleiro [e fazem um movimento] são precisas”, disse ele. “Todo mundo que é casado pode adivinhar o humor de sua esposa ou do marido com uma palavra ao telefone. Isso é uma intuição e geralmente é muito boa e muito precisa. ”

Por que? Por que esses dois exemplos são caracterizados por alguns aspectos responsáveis pelas intuições corretas, ou com credibilidade

3 condições para identificar antes de confiar na intuição, de acordo com Daniel Kahneman

De acordo com Daniel Kahneman,  que se dedica a estudar a intuição há anos, há três condições que precisam ser satisfeitas para que ela tenha credibilidade.

#1 Ela precisa partir de fatores regulares

Basicamente, ai está parte da diferença entre seu exemplo dos jogadores de xadrez e casais em relação aos investidores.

As duas primeiras situações envolvem fatores que se apresentam com certa regularidade e que, ao longo do tempo, oferecem insights (mesmo que subconscientes) aos observadores.

Em contrapartida, o mercado de ações, por sua vez, não é suficientemente regular para embasar a intuição, segundo o especialista.

#2 Treinar a observação

Como em tudo que se quer desenvolver, a intuição também precisa de treino. Segundo Kahneman, poder confiar nela em uma decisão requer que a pessoa tenha tido muita experiência de observação do tema em questão.

#3 Possibilidade de feedback imediato

Para conhecer muito o assunto a ponto de criar uma intuição que pode ser acreditada, é preciso saber quase imediatamente se acertou ou não sobre suas previsões. É o feedback imediato que permite futuros acertos.

Apenas quando essas três condições são satisfeitas, as pessoas desenvolvem o que o economista comportamental chama de intuição especialista. “O simples fato de você ter uma ideia e nada mais lhe vier à mente e você sentir muita confiança – absolutamente não garante precisão”, acrescenta ele.

Fonte: https://www.napratica.org.br/daniel-kahneman-confiar-intuicao/

 

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